domingo, 22 de fevereiro de 2026

Sônia Trabulsi Aun é destaque na coletiva “Entre Mundos”, na Galeria Lígia Testa



A artista visual Sônia Trabulsi Aun está entre os destaques da exposição coletiva “Entre Mundos”, que será aberta ao público em 10 de março, na Galeria Lígia Testa, em Campinas (SP). A mostra segue até 10 de abril de 2026 e tem entrada gratuita.


Com curadoria de Lígia Testa e Rosita Cavenaghi, da Art A3 – São Paulo, a exposição reúne artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, propondo reflexões sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas. A proposta é criar um espaço de diálogo entre diferentes linguagens e experiências artísticas, conectando passado e presente por meio da arte.

Da escultura em aço à pintura a óleo

Paulistana nascida em 1960, Sônia é formada em Educação e Reabilitação, com pós-graduação em Fotografia, Cinema e Administração de Empresas. Sua trajetória artística começou no campo da criação e confecção de objetos de decoração inspirados em fotografias de época, utilizando técnica própria de moldagens e esculturas, em tela de arame de aço inox.

Durante cerca de 18 anos, participou de importantes feiras e eventos voltados a lojistas, arquitetos e decoradores, como a Maison et Objet, em Paris, além de mostras no Brasil, como a Gift Fair, Craft Design, ABUP e Minas Trend, consolidando seu nome no segmento de design autoral.

Nos últimos anos, a pintura a óleo sobre tela tornou-se sua principal forma de expressão. A artista mergulha no universo das cores e da criação, explorando naturezas-mortas, paisagens, cenas cotidianas e composições simbólicas. A versatilidade também a levou à ilustração, com a participação no livro infantil Levado da Breca, da escritora Filó Romeiro, publicado em 2024.

Premiações e exposições recentes

Entre as exposições recentes, destacam-se participações na Sociedade Hípica de Campinas,  mostras comemorativas dedicadas à Tarsila do Amaral, em Capivari, e na exposição “Argus; 200 anos de imigração Alemã no Brasil”, no Rio de Janeiro. Também integrou o Circuito da Arte Contemporânea, no Barra Garden, e a II Exposição Mulheres que Transformam, na Galeria Art3, em São Paulo.

Em 2025, foi premiada nos salões da Associação Paulista de Belas Artes (APBA), conquistando medalha de ouro com suas esculturas em tela de aço inox. No mesmo ano, recebeu medalhas de bronze nas exposições “Mares e Oceanos” e “Pets e Fauna”. Em 2026, foi novamente reconhecida com medalha de bronze no “Salão da Paisagem Paulista”.

Arte como travessia

Na coletiva “Entre Mundos”, Sônia apresenta obras em óleo sobre tela que dialogam com memória, identidade e pertencimento, refletindo sua própria travessia entre o design, a escultura e a pintura. Sua produção evidencia sensibilidade técnica e poética, alinhando-se à proposta curatorial da mostra ao transitar entre diferentes mundos — materiais, simbólicos e culturais.

A vernissage acontece em 10 de março de 2026, das 17h às 22h, na Galeria Lígia Testa, localizada na Avenida Dr. Heitor Penteado, 1611, no bairro Taquaral, em Campinas. A entrada é livre.

Serviço

Exposição: Entre Mundos
Artista participante: Sônia Trabulsi Aun
Período: 10 de março a 10 de abril de 2026
Vernissage: 10 de março de 2026, das 17h às 22h
Local: Galeria Lígia Testa
Endereço: Av. Dr. Heitor Penteado, 1611 – Taquaral, Campinas (SP)
Curadoria: Lígia Testa e Rosita Cavenaghi
Entrada: Livre





sábado, 21 de fevereiro de 2026

Projeto Sabores do Tempo inicia oficinas gratuitas em Perus sobre Gastronomia dos Afetos

No dia 21 de fevereiro de 2026 (sábado), às 15h, o projeto Sabores do Tempo – Conexões Entre o Saber e o Fazer, da Coletiva Tempero de Oyá (@temperode_oya), abre sua programação com a primeira atividade gratuita na Comunidade Cultural Quilombaque, em Perus, na Zona Noroeste de São Paulo. É nesse território de forte resistência cultural que a cozinha se transforma em espaço de formação, memória e articulação comunitária, como um laboratório de futuros possíveis.

Sabores do Tempo - Foto de Divulgação 


A abertura será com a roda de conversa “Nutrição e Saúde”, com Valéria Pássaro. A programação segue em 21 de março de 2026 (sábado), às 15h, com o encontro “Soberania alimentar: plantar e colher”, com Bruna Macedo. E em 18 de abril de 2026 (sábado), às 15h, Dani Souza conduz a roda de conversa “Racismo alimentar”. Todos os encontros são gratuitos e contam com tradução em LIBRAS.


Ao todo, serão três rodas de conversa que articulam alimentação, território e justiça social, promovendo reflexão crítica sobre saúde, autonomia alimentar e os atravessamentos do racismo estrutural no acesso à terra e à comida de qualidade. A proposta é criar um espaço de escuta e troca de saberes, reunindo moradores, educadores, agentes culturais e interessados na valorização das culturas alimentares tradicionais.


Contemplado pelo Programa VAI 2025/26, o projeto parte da crítica à visão que reduz o alimento a combustível, desconsiderando suas dimensões simbólicas, culturais e espirituais, e reafirma a comida como expressão de memória, território e identidade cultural.


A iniciativa aposta na gastronomia dos afetos como estratégia de emancipação — especialmente para mulheres periféricas, que historicamente encontram na cozinha uma ferramenta de sobrevivência e geração de renda. Ao valorizar o plantar, o colher e o cozinhar com ingredientes naturais, o projeto reafirma práticas sustentáveis e saberes ancestrais transmitidos entre gerações.


Além de ensinar técnicas culinárias, o Sabores do Tempo discute os fluxos migratórios que ajudaram a moldar bairros como Perus, refletir sobre desigualdades históricas no acesso à terra e à alimentação saudável e fortalecer o entendimento da comida como dimensão política da vida cotidiana.


Ao final do ciclo, será produzida uma cartilha colaborativa com conteúdos e reflexões desenvolvidos ao longo dos encontros, ampliando o alcance das discussões para outros territórios.


Sobre a Coletiva Tempero de Oyá

A Coletiva Tempero de Oyá foi criada em 2015 como homenagem à horta de Dona Iracema, em Perus, e à ancestralidade ligada a Iansã.

“A ideia era criar um coletivo que ensinasse o plantio e o preparo dos temperos, sabe? Um espaço onde a gente pudesse compartilhar o fazer com as mãos e também as histórias que vêm junto com cada receita. E aí esse prazer de ensinar, de contar as memórias dos nossos ancestrais dentro da cozinha, foi crescendo, foi ganhando corpo e hoje damos continuidade ao legado de vó Iracema.”


Desde então, a coletiva realiza ações sociais com distribuição de marmitas, oficinas para jovens, formações no Sesc SP, cursos na própria Quilombaque. Em 2024, o projeto recebeu o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) na Comunidade Cultural Quilombaque para um encontro sobre a história da cultura alimentar afro-brasileira.


Informações: https://www.instagram.com/temperode_oya/

Serviço: Projeto Sabores do Tempo – Conexões Entre o Saber e o Fazer
Realização: Coletiva Tempero de Oyá
21 de fevereiro de 2026 (sábado), às 15h - Roda de Conversa “Nutrição e Saúde”, com Valéria Pássaro.

21 de março de 2026 (sábado), às 15h - Roda de Conversa “Soberania alimentar: plantar e colher”, com Bruna Macedo

18 de abril de 2026 (sábado), às 15h - Roda de Conversa  “Racismo alimentar”, com Dani Souza 

Local: Comunidade Cultural Quilombaque - Tv. Cambaratiba, 05 – Perus, São Paulo – SP, 05202-010
Entrada: Gratuita - Inscrições no local. Acessibilidade: Tradução em LIBRAS


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Clarin Cia. de Dança apresenta “Terras de Águas e Cazumbas” e “ou 9 ou 80” no Sesc Santo André

De 21 a 28 de fevereiro de 2026, a Clarin Cia. de Dança (@clarinciadedanca) ocupa a área de convivência do Sesc Santo André com dois espetáculos que revelam a potência da cultura popular e das danças urbanas brasileiras. Sob direção do maranhense Kelson Barros (@kelsonbarroswangles), a companhia apresenta gratuitamente “Terras de Águas e Cazumbas” e o premiado “ou 9 ou 80”, sempre aos sábados, às 16h.

Foto - Denys Flores 


No dia 21 de fevereiro, o público confere “Terras de Águas e Cazumbas”, obra inspirada na última etapa do ciclo do bumba-meu-boi — a morte do boi — sob a perspectiva de grupos da Baixada Maranhense, especialmente dos municípios de Viana, Matinha e Monção. A montagem propõe uma dança folclórica contemporânea que evoca espiritualidade, memória e resistência, dando visibilidade a tradições mantidas longe dos grandes centros.


O espetáculo tem coreografias de Kelson Barros, Lucas Pardin e Richard Pessoa, elenco formado por Alex Araújo, Carla Brandão, Henri Araujo, Jhonatan Oliveira, Lilian Martins, Loke Wolf, Rafael Alexandre, Renata Damasco, Rick Morena e Weverton Souza, e Richard Pessoa como ensaiador. A trilha sonora é de Alysson Bruno, com consultoria e provocação de Jandir Gonçalves, cenografia e luz de Kelson Barros.


Encerrando a temporada, no dia 28 de fevereiro, também às 16h, a companhia apresenta “ou 9 ou 80”, vencedor do Prêmio APCA 2021 na categoria Melhor Espetáculo de Dança. O trabalho traça um paralelo entre São Paulo e Rio de Janeiro ao abordar episódios de violência nas periferias, refletindo sobre desigualdade, racismo, preconceito e resistência. A obra nasce do encontro de artistas com diferentes formações — capoeira, breaking, ballet, passinho, funk e danças brasileiras — e reafirma o passinho e dança urbana como potência de expressão e transformação.


A ficha técnica conta com direção artística de Kelson Barros, consultoria de passinho de Iguinho Imperador e intérpretes-criadores Alissin VK, Juju ZL, Lilian Martins, Mario MLK Bros, Pablinho MJ, RD Ritmado, Shoockiii, Weverton d’Souza e Yoshi Mhoroox. Figurino de Gabriela Araújo e Kelson Barros, trilha de DJ Seduty e Yure IDD, e produção de Maiko Prudencio e Vera Prudencio.


Serviço: Temporada Clarin Cia. de Dança no Sesc Santo André

Com Clarin Cia. de Dança
Onde: Área de convivência do Sesc Santo André -  R. Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André/SP

Grátis. Classificação Livre. 


Espetáculo “Terras de Águas e Cazumbas” - Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=VSwg-qol3Ck

21 de fevereiro de 2026 (sábado) - 16h
Sinopse: Na terra onde o rio se confunde com o chão e os tambores anunciam o fim e o recomeço, “Terras de Águas e Cazumbas” nasce como rito e dança. A Clarin Cia. de Dança oferece um olhar sensível sobre a morte do boi nos ciclos da Baixada Maranhense, entre os gestos de grupos dos municípios de Viana, Matinha e Monção. Com corpo presente e memória viva, o espetáculo reinventa tradições em movimento, celebrando a força de comunidades que mantêm acesa, longe dos grandes centros, a chama do bumba-meu-boi como legado e resistência. 60 minutos

Espetáculo “ou 9 ou 80” - Teaser “ou 9 ou 80”: https://www.youtube.com/watch?v=A6dlfp26v-M

28 de fevereiro de 2026 (sábado) - 16h
Sinopse: Com poesia e sensibilidade, o espetáculo exalta a necessidade do desenvolvimento humano em busca da felicidade. A história é contada através das letras do funk e dos corpos dos dançarinos, reverberando a dança urbana no coração de cada pessoa. Ao abordar episódios marcados pela violência nas periferias, a obra reafirma que, mesmo diante das dificuldades, é preciso celebrar a beleza da vida e a potência transformadora da arte. 60 minutos

Informações: Instagram: @clarinciadedanca -  Facebook: Clarin Cia de Dança

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Entre flores e travessias, Érica Nogueira integra a coletiva “Entre Mundos” em Campinas

 


A artista visual Érica Nogueira é uma das participantes da exposição coletiva “Entre Mundos”, que será aberta ao público em 10 de março, na Galeria Lígia Testa, em Campinas (SP). Reunindo artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, a mostra propõe um campo de reflexão sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas, sob curadoria de Lígia Testa e Rosita Cavenaghi (Art A3 – São Paulo).

Formada em Artes Plásticas pela FAAP e com especialização em Educação, Arte e Cultura pela USP, Érica atua como arte educadora desde 2000, dedicando-se ao trabalho com crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. Sua prática pedagógica dialoga diretamente com a pesquisa artística, continuamente renovada por cursos e experiências formativas, como o Ateliê Vivo e Territórios da Invenção, com Stela Barbieri e Fernando Vilela.

Com trajetória marcada pela participação em exposições coletivas e publicações, a artista já apresentou seus trabalhos em mostras presenciais e online, incluindo iniciativas da Revista Creator e da Galeria Design-art, além de exposições realizadas em espaços como o Hilton Hotel e o Shopping Butantã, em parceria com a ABRASCI. No circuito internacional, sua presença em Paris e a seleção para o Carrossel do Louvre representam marcos relevantes de sua carreira.

As obras de Érica Nogueira são profundamente atravessadas pela experiência da maternidade e pelo período da pandemia, que impulsionaram um renascimento criativo. A partir de técnicas como aquarela e desenho com canetas profissionais, a artista elegeu as flores como elemento central de sua poética. Desde 2021, elas protagonizam autorretratos e séries emblemáticas — como “Mente Florindo”, “Flor-e-ser” e “Permita-se Florescer” — nas quais as imagens se tornam metáforas visuais de emoções, pensamentos e processos de transformação.

Em produções mais recentes, Érica explora autorretratos em movimento, nos quais se representa caminhando e espalhando flores, gesto simbólico que remete à sua própria trajetória e ao desejo de irradiar leveza, esperança e introspecção. Com cores vibrantes e uma linguagem sensível, seu trabalho convida o público a refletir sobre o cuidado com os sentimentos e a potência criadora que emerge mesmo em tempos desafiadores.

 


Serviço

Exposição: Entre Mundos
Artista participante: Érica Nogueira
Período: 10 de março a 10 de abril de 2026
Vernissage: 10 de março de 2026, das 17h às 22h
Local: Galeria Lígia Testa
Endereço: Av. Dr. Heitor Penteado, 1611 – Taquaral, Campinas (SP)
Curadoria: Lígia Testa e Rosita Cavenaghi
Entrada: Livre



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