terça-feira, 25 de agosto de 2026

Coletivo Noroest leva à cena a memória e a resistência de Perus em “Manifesto de Concreto”

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e marcou a paisagem de Perus também guarda histórias. Histórias de trabalho, resistência e organização coletiva que atravessaram gerações e permanecem vivas na memória de quem construiu o território. É a partir desse chão que o Coletivo Noroest (@coletivonoroest) apresenta “Manifesto de Concreto”, espetáculo que une dança, teatro e circo para investigar as relações entre corpo, território e memória.

Foto Gil Douglas


A temporada é gratuita, com apresentações em 25 e 28 de agosto (terça e sexta-feira), às 20h, no CEU Perus; 26 de agosto (quarta-feira), às 20h, no Teatro Cacilda Becker; 27 de agosto (quinta-feira) às 20h, no Teatro João Caetano; 03 de setembro (quinta-feira) às 20h, no Centro Cultural da Penha. E no dia 04 de setembro às 10h e 14h, novamente no CEU Perus.


Manifesto de Concreto” é inspirado na história da Greve dos Queixadas, que é considerada a greve mais longa da história do Brasil. O espetáculo propõe um reencontro com um passado que ainda pulsa no presente. A partir de uma investigação cênica construída sobre corpos periféricos, o trabalho resgata histórias que atravessam gerações e estabelece um diálogo direto com os desafios enfrentados pelos trabalhadores e moradores das periferias na atualidade.


Em cena, o concreto deixa de ser apenas matéria e se torna símbolo: das fábricas que moldaram o bairro, das ruas que sustentam vidas, dos muros que separam oportunidades e da força daqueles que insistem em permanecer, criar e transformar. Os corpos revelam marcas, cicatrizes e estratégias de sobrevivência, expressando a chamada "sevirologia", que é a sabedoria de seguir em frente e reinventar caminhos mesmo diante das desigualdades.


Além de revisitar um episódio histórico para o bairro e para o país, “Manifesto de Concreto” busca ativá-lo como ferramenta de futuro. O espetáculo convida o público a reconhecer a potência dos saberes populares, da cultura periférica e da organização coletiva, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a se tornarem guardiãs de suas próprias histórias.


O Coletivo Noroest apresenta uma obra poética e política, onde cada gesto reafirma que memória é resistência e que todo corpo periférico carrega, em si, a capacidade de transformar o mundo ao seu redor.


As ações fazem parte do projeto 'Manifesto de Concreto – Território de Saberes’ contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. 


Informações: www.instagram.com/coletivonoroest


Serviço: Estreia “Manifesto de Concreto”

Com Coletivo Noroest

Sinopse: O espetáculo investiga a memória do território de Perus por meio da dança, do teatro e do circo. Inspirada na histórica Greve dos Queixadas e nas lutas que ainda atravessam as periferias brasileiras, a obra acompanha corpos que resistem, reinventam caminhos e transformam adversidade em potência. Entre ruínas, concreto e movimento, o espetáculo conecta passado e presente para afirmar que a memória coletiva é um ato de resistência, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a reconhecerem sua própria história como ferramenta de transformação.

Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis


25 e 28 de agosto de 2026 (terça e sexta-feira) às 20h - CEU Perus - Rua Bernardo José de Lorena, S/N - Vila Fanton - Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares - Não possui Estacionamento - Acessibilidade: Sim. 


26 de agosto de 2026 (quarta-feira) às 20h - Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Lapa. Capacidade: 198 lugares. Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. 


27 de agosto de 2026 (quinta-feira) às 20h - Teatro João Caetano - Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Mariana. Capacidade: 438 lugares. Acessibilidade: Parcial. Estacionamento: Não. 


03 de setembro de 2026 (quinta-feira) às 20h - Centro Cultural da Penha - Largo do Rosário,20 - Penha - Zona Leste de São Paulo (SP). Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. Capacidade: 100 lugares. 


04 de setembro às 10h e 14h - CEU Perus - Rua Bernardo José de Lorena, S/N - Vila Fanton  - Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares - Não possui Estacionamento - Acessibilidade: Sim. 


Ficha Técnica - Direção Artística: Igor Souza. Intérpretes-Criadores: Edvan Soares, Laura Berteli, Munique Tavares, Elias Soares, Igor Souza e Bruce Cardoso. Trilha Sonora: Nine Nine e Bruce Cardoso. Técnico de Som: Nine Nine. Concepção e Operação de Luz: Elves Ferreira. Figurino: Coletivo Nada é Fácil, Julia Morinaga, Keila Moreira e Elba Lacerda. Colaboração: Daniel Cantanhede. Concepção de Cenário: Coletivo Noroest. Colaboração em Cenografia: Thiago Silva, Munique Tavares, Jovani Almeida e Thiago Roger. Fotografia: Gil Douglas. Videomaker: Victor Godoi. Designer Gráfico: Lusca. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção Executiva: Júnior Cecon – Plural Produtora. Espaços Colaboradores: Ocupação Artística Canhoba, CMQUEIXADAS, CEU Perus, Comunidade Cultural Quilombaque, Casa do Hip-Hop Perus.


sábado, 22 de agosto de 2026

R. Kovacs transforma a fotografia em um campo expandido de experimentação, cor e narrativas múltiplas



Em composições marcadas pela fragmentação e pela intensidade cromática, o artista investiga identidade, memória e as camadas da experiência urbana contemporânea.

A produção de R. Kovacs tensiona os limites convencionais da fotografia ao reorganizar imagens reconhecíveis em construções de forte impacto visual. Rostos, arquiteturas, mosaicos, esculturas, palavras e fragmentos urbanos são reconfigurados em obras que transitam entre registro fotográfico, colagem e abstração.

Aqui, a fotografia deixa de operar apenas como documento do real e passa a funcionar como matéria de construção e interpretação. Por meio de sobreposições, recortes, contrastes e da intensificação cromática, o artista articula universos em que diferentes tempos, espaços e referências coexistem em uma mesma superfície.

A fragmentação estrutura sua linguagem. Faces surgem parcialmente ocultas por textos, formas, manchas e interferências gráficas, sugerindo identidades em constante mutação. O olhar do espectador é conduzido por essas camadas, reconhecendo vestígios familiares enquanto é levado a novas possibilidades de leitura.

Essa lógica dialoga diretamente com o contexto contemporâneo, atravessado pelo excesso de informação, pela aceleração das imagens e pela multiplicidade de estímulos. Em uma das obras, a palavra “disconnect” aparece entre rostos, textos e sinais gráficos, instaurando uma reflexão sobre as relações humanas em uma sociedade hiperconectada, mas frequentemente distante.

A cidade também é um eixo central de sua pesquisa. Fachadas sobrepostas, habitações, fios, janelas e estruturas arquitetônicas se convertem em campos geométricos e cromáticos. Mais do que representar um espaço urbano específico, essas imagens revelam a cidade como organismo vivo, atravessado por histórias diversas, contrastes sociais, afetos e modos de habitar.

Em outras composições, o artista aproxima a fotografia da lógica dos vitrais e dos mosaicos. Fragmentos coloridos constroem superfícies vibrantes, onde luz, geometria e matéria assumem protagonismo. Mesmo na ausência da figura humana, sua presença permanece sugerida por vestígios, estruturas e marcas inscritas no espaço.

A figura feminina aparece de forma recorrente e simbólica. Rostos parcialmente encobertos por camadas visuais, flores, palavras, fios e estruturas metálicas evocam temas como força, delicadeza, aprisionamento, resistência e reconstrução. São imagens que evitam uma narrativa única e abrem espaço para interpretações individuais.

A potência do trabalho de R. Kovacs reside justamente na capacidade de deslocar a fotografia de sua função imediata e convertê-la em experiência sensorial. Não há respostas fechadas: há imagens densas, abertas e provocativas, que exigem tempo de observação.

Entre realidade e invenção, sua produção revela um olhar atento às cores, às texturas e às contradições do cotidiano. Cada obra se organiza como uma cartografia visual feita de memórias, encontros e fragmentos. Ao recombiná-los, o artista ultrapassa o instante fotográfico e afirma a imagem como linguagem contemporânea em expansão.

Seu trabalho evidencia que fotografar também é desconstruir, sobrepor, reinventar e atribuir novos sentidos ao já existente. Nas imagens de R. Kovacs, o mundo não se apresenta de forma linear: ele surge múltiplo, pulsante e em permanente transformação.

Assessoria e Curadoria: Rosita Cavenaghi

📩 art.a3.diretoria@gmail.com

📲 WhatsApp: +55 11 94219-1834

Assessoria de imprensa: Gisele Faganello Lahoz



terça-feira, 28 de julho de 2026

Família de trabalhador morto em acidente de trabalho em Mauá ingressa com processo na Justiça do Trabalho

A família do trabalhador Sidnei Natal Américo, 46 anos, morto em acidente de trabalho em dezembro do ano passado, em Mauá (SP), terá audiência inicial amanhã, dia 29 de julho, na 3ª Vara do Trabalho de Mauá (SP), em processo ajuizado contra a empresa de trabalho temporário responsável pela contratação e a empresa tomadora dos serviços. A ação, conduzida pelo advogado Eduardo Lemos Barbosa, especialista em indenizações, busca reparação por danos materiais e morais, além do pagamento de pensão mensal à mãe da vítima.

De acordo com a petição inicial, Sidnei morreu durante a jornada de trabalho nas dependências da indústria de reciclagem Plastpel, no setor de papelão. Segundo o documento, o trabalhador foi atropelado por um caminhão durante o descarregamento de materiais, no pátio da empresa.

O pedido foi apresentado pela mãe e pelas irmãs do trabalhador e requer o reconhecimento da responsabilidade das empresas pelos fatos narrados, com reparação pelos prejuízos decorrentes da morte durante a atividade laboral. Também foi solicitada tutela de urgência para a concessão imediata de pensão provisória à mãe, apontada como dependente econômica, em valor correspondente a dois terços da remuneração recebida pelo empregado.

O caso, segundo a petição inicial, está sendo apurado pelas autoridades competentes, com registros policiais e pedido de atuação do Ministério Público do Trabalho. O advogado Eduardo Lemos Barbosa afirma que o processo busca a responsabilização civil das empresas envolvidas e a compensação pelos prejuízos sofridos pelos familiares, conforme os fundamentos apresentados na petição inicial.


terça-feira, 14 de julho de 2026

De Beethoven ao beatbox: álbum inédito do Projeto Merlin reinventa os clássicos para o século XXI

 Uma viagem sonora onde o passado encontra o futuro. Em "Metamorfoses", o Projeto Merlin propõe um novo olhar sobre a música clássica, aproximando tradição, tecnologia e imaginação em um trabalho inédito na cena brasileira.


Projeto Merlin - Foto de Rodrigo Lopes

Há algo de profundamente fascinante quando uma obra atravessa séculos e continua encontrando novas formas de existir. É justamente nesse território entre memória e invenção que nasce "Metamorfoses", novo álbum do Projeto Merlin (@projetomerlin), que chega às plataformas digitais propondo uma experiência rara: ouvir a música clássica como se ela estivesse sendo criada agora.


Idealizado pelo músico, compositor e arranjador Marcelo Marcos Merlin, o trabalho apresenta releituras de grandes temas da tradição erudita sob uma perspectiva contemporânea, rompendo fronteiras entre gêneros, épocas e linguagens. 


A faixa de trabalho, "Clair de Lune", talvez seja o melhor cartão de visitas para essa proposta artística: um encontro surpreendente entre um dos temas mais reconhecidos da história da música e uma arquitetura sonora construída com elementos eletrônicos, timbres modernos e arranjos inovadores.


Com mais de três décadas de trajetória musical, Marcelo Marcos Merlin desenvolve em "Metamorfoses" uma pesquisa estética que dialoga tanto com a sofisticação da música de concerto quanto com a potência comunicativa da música popular contemporânea.


Influenciado por artistas como Jean-Michel Jarre, Yanni, César Camargo Mariano e Ivan Lins, ele cria uma linguagem própria, capaz de aproximar universos que tradicionalmente caminharam separados.


O resultado é um álbum que desafia classificações. Piano, sintetizadores, violino, harpa, metais, percussões e até elementos como beatbox convivem em arranjos que transitam pelo pop, eletrônico, dance, romântico e latino, sem perder de vista a essência das composições originais.


Além de revisitar clássicos, o Projeto Merlin propõe uma reflexão sobre permanência e transformação. O próprio título do álbum sintetiza essa ideia: as obras permanecem reconhecíveis, mas ganham novas cores, novos ritmos e novas possibilidades de escuta. É uma espécie de arqueologia do futuro, onde o repertório clássico deixa de ser peça de museu para voltar a pulsar no presente.


Em um cenário musical cada vez mais aberto a cruzamentos estéticos, "Metamorfoses" surge como uma contribuição original para a música clássica contemporânea brasileira. O álbum não busca substituir a tradição, mas expandi-la, demonstrando que Beethoven, Mozart e tantos outros compositores continuam vivos quando encontram intérpretes dispostos a imaginar novos caminhos.


O lançamento marca também um momento importante na trajetória do Projeto Merlin, que vem consolidando uma identidade artística baseada na fusão entre excelência musical, experimentação sonora e experiências imersivas. Uma proposta que transforma concertos em jornadas sensoriais e que agora ganha registro definitivo nas plataformas digitais.


Porque, afinal, algumas músicas atravessam o tempo. Outras reinventam o próprio tempo. "Metamorfoses" pertence a essa segunda categoria.


SERVIÇO: Lançamento: Álbum "Metamorfoses"
Artista: Projeto Merlin
Direção Musical, Arranjos e Composição: Marcelo Marcos Merlin
Faixa de trabalho: Clair de Lune 

Álbum Metamorfoses:  https://open.spotify.com/intl-pt/album/3xWl2toGAYyuYRb07YZ5zy


Site: www.projetomerlin.com.br
Instagram: @projetomerlin
YouTube: Projeto Merlin
Spotify: Projeto Merlin


https://www.youtube.com/watch?v=cTkOwj8gfq



segunda-feira, 13 de julho de 2026

A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II apresenta Fabi Yazbek

Luz, formas e texturas revelam novas maneiras de enxergar o mundo através da fotografia.

Na exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II”, cada olhar revela uma nova forma de enxergar o mundo. A mostra reúne artistas que transformam a fotografia em uma linguagem de contemplação, pesquisa estética e expressão sensível da realidade.

Hoje apresentamos Fabi Yazbek, artista visual cuja produção nasce do encontro entre sensibilidade, observação e experimentação estética. Seu trabalho revela um olhar atento à arquitetura, à natureza e aos detalhes do cotidiano, transformando formas, texturas, luz e composição em narrativas visuais de grande delicadeza e força expressiva.

Inspirada pela constante descoberta da beleza presente nos elementos mais simples, Fabi desenvolve uma pesquisa que transita entre a fotografia artística e a abstração. Suas obras exploram novas possibilidades de percepção da imagem, revelando que aquilo que parece comum pode adquirir significados surpreendentes quando observado com sensibilidade e profundidade.

Em sua produção, cor, estrutura e geometria dialogam de maneira harmoniosa, construindo composições que convidam o espectador a desacelerar o olhar e estabelecer uma relação mais íntima com a obra. Cada fotografia propõe uma experiência contemplativa, onde memória, emoção e percepção se entrelaçam em uma linguagem visual autoral.

A beleza também habita os detalhes. O olhar de Fabi Yazbek transforma o cotidiano em arte.

Ao transformar fragmentos do cotidiano em imagens poéticas, Fabi Yazbek reafirma a fotografia como uma forma de arte capaz de despertar novas interpretações sobre o mundo, valorizando a observação, a criatividade e a sensibilidade como elementos essenciais da experiência artística.

Sua participação em “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II” amplia a diversidade de linguagens presentes na mostra e evidencia a fotografia contemporânea como um território fértil para a experimentação, a reflexão e a construção de novas narrativas visuais.

A curadoria da exposição tem orgulho de integrar a programação oficial do XVI Festival Hercule Florence 2026, celebrando artistas que fazem da fotografia uma das mais relevantes formas de expressão da arte contemporânea.

Aguarde. Durante todo o mês de agosto, apresentaremos os fotógrafos participantes desta grande celebração da imagem, revelando diferentes trajetórias, pesquisas e formas de interpretar o mundo.

Entre arquitetura, natureza e abstração, Fabi Yazbek constrói uma linguagem visual marcada pela sensibilidade e pela poesia.

Serviço

Exposição: A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II
Período: 5 a 29 de agosto de 2026
Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas
Evento: XVI Festival Hercule Florence 2026
Curadoria: Ligia Testa e Rosita Cavenaghi
Entrada: Gratuita


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Grupo Flamingos estreia "Trilha do Silêncio" com apresentações no Parque Estadual do Jaraguá

No dia 23 de junho de 2026, com entrada gratuita, o Grupo Flamingos (@flamingos.pernaltas) estreia seu novo espetáculo "Trilha do Silêncio", através do projeto contemplado pela 22ª edição do Programa VAI I da Prefeitura de São Paulo. As sessões acontecem no Parque Estadual do Jaraguá, tendo a própria paisagem como cenário, e também na Fábrica de Cultura Núcleo Taipas.

Trilha do Silêncio - FOto de Geovane Rega


A montagem acontece ao longo da Trilha do Silêncio, percurso acessível do parque, e incorpora informações compartilhadas por monitores ambientais e pesquisadores da região. O resultado é uma experiência que aproxima arte e educação ambiental sem abrir mão da imaginação, da escuta e do encantamento.


O espetáculo itinerante combina circo, teatro e música para conduzir o público por uma narrativa inspirada na flora nativa do Pico do Jaraguá, um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da capital paulista.


Na história, Fifi, uma imponente Figueira Branca, enfrenta uma crise alérgica provocada pela presença de espécies invasoras. Sozinha em meio à mata, encontra ajuda em Se-pá-quê, um cipó paulistano que a acompanha em busca de Samambaião, guardiã de antigos saberes capaz de revelar caminhos de cura escondidos no silêncio da floresta.


A narrativa ganha corpo literalmente nas alturas. Sobre pernas de pau, os artistas transformam árvores, cipós, raízes e elementos da vegetação em personagens vivos. A floresta deixa de ser apenas cenário e passa a ocupar o centro da cena. Os movimentos ampliam a escala dos corpos, criando imagens que dialogam com a verticalidade das árvores e com a dimensão quase invisível dos processos naturais que sustentam a vida.


O espetáculo nasceu a partir da relação construída pelo grupo com o Parque Estadual do Jaraguá. Durante pesquisas realizadas na região, os artistas mergulharam na história ambiental do território, em suas espécies nativas e nos movimentos de preservação que atuam na defesa da Mata Atlântica. Entre eles está o Projeto Pró Juçara, referência na recuperação de áreas degradadas e na valorização da biodiversidade local.


O projeto "Duo nas Pernas de Pau: Trilha do Silêncio" dá continuidade à trajetória iniciada pelo Grupo Flamingos no Programa VAI. Em sua pesquisa anterior, desenvolvida na edição 2024/25, o coletivo investigou a extinção de espécies animais do Pico do Jaraguá. Agora, o foco se volta para a vegetação nativa, sua resistência e sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos.


Informações: www.instagram.com/flamingos.pernaltas


Serviço: Estreia - Espetáculo “Trilha do Silêncio”

Com Grupo Flamingos

Sinopse: Em uma noite úmida no Pico do Jaraguá, Fifi, uma enorme Figueira Branca, percebe que está com uma crise alérgica por conta de espécies invasoras da região. Fifi, uma árvore sozinha, não tem a quem recorrer. No entanto, uma figura muito desenrolada aparece em seu caminho: Se-pá-que, um cipó paulistano disposto a ajudá-la a achar Samambaião, a anciã que com sua sapiência será capaz de mostrar à Fifi como encontrar no silêncio da mata a sua cura. Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis. 


Onde: Parque Estadual do Jaraguá - Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539, Vila Chica Luisa, São Paulo/SP

Espaço Aberto. Estacionamento: Sim. 

23 de junho de 2026 (terça-feira) - Sessões às 11h e 15h


Ficha Técnica - Direção Geral: Grupo Flamingos (Geovane Rega, Nádia Rodrigues e Yasmin Rainho). Elenco: Yasmin Rainho, Geovane Rega, Nádia Rodrigues, Giuliano Garutti. Dramaturgia: Isabela Rossi. Orientação Cênica: Dinho Hortêncio. Orientação Acrobática: Antônio Carneiro. Composição: Giuliano Garutti. Designer Gráfico: Adi Alves. Captação de Foto e Vídeo: Pedro Piai. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Interpretação em Libras: Luana Sales. Figurinos: Samantha Macedo.


terça-feira, 9 de junho de 2026

Guilherme Torres estreia espetáculo de circo contemporâneo "Vidrado" no Sesc Bom Retiro

Sobre um monociclo acrobático, percorrendo uma trilha de garrafas de vidro com objetos em movimento, o artista cria uma narrativa delicada sobre a coragem de continuar, mesmo diante do impossível. 

Guilherme Torres - Foto de Max di Giosia


“Vidrado” estreia no Sesc Bom Retiro com a pesquisa inédita de Guilherme Torres no equilibrismo


Nos dias 21 e 28 de junho, 5, 9 e 12 de julho de 2026, sempre às 12h, com entrada gratuita para crianças até 12 anos, o artista Guilherme Torres (@guitorres.art) estreia seu espetáculo "Vidrado" (@vidrad0) no Teatro do Sesc Bom Retiro, no Campos Elíseos, em São Paulo. Os ingressos custam a partir de R$ 12,00 e podem ser adquiridos nas bilheterias das unidades do Sesc SP ou pelo site. 


O espetáculo “Vidrado” acompanha a jornada de um viajante sonhador que decide alcançar o topo de uma grande montanha pedalando com sua bicicleta. Ao longo do percurso, ele enfrenta desafios e  atravessa obstáculos que exigem coragem, criatividade e equilíbrio. Em cena, garrafas, cadeiras, bicicletas e outros objetos cotidianos ganham novos significados e se transformam em pontes, trilhas e passagens para uma travessia marcada pela busca da superação.


Equilibrar-se sobre garrafas de vidro já exige precisão. Fazer isso conduzindo um monociclo ou uma bicicleta acrobática leva a experiência para outro patamar. É nesse território de risco, imaginação e domínio técnico que o artista circense Guilherme Torres conduz o público em “Vidrado”.


Esta temporada apresenta ao público paulistano o amadurecimento de uma pesquisa que Guilherme Torres vem desenvolvendo há anos sobre equilíbrio, risco e movimento. A partir de técnicas circenses executadas sobre objetos instáveis, o artista constrói cenas em que delicadeza e tensão caminham lado a lado. Manipulação de objetos, acrobacia e precisão se combinam para criar uma experiência que fala sobre insistir, reinventar percursos e encontrar beleza justamente nos momentos de maior instabilidade. 


Com direção de Adriano Mauriz, “Vidrado” apresenta com precisão o resultado desse processo com as técnicas de equilíbrio, especialmente na combinação entre garrafas de vidro, monociclo e bicicleta acrobática. A investigação se transformou em uma linguagem própria, construída a partir do encontro entre técnica circense, dramaturgia corporal e narrativa visual.


“Vidrado” marca um momento importante dessa caminhada. O número apresenta o amadurecimento artístico de Guilherme e inaugura uma nova fase profissional. O artista acaba de iniciar sua trajetória internacional e deverá anunciar em breve suas primeiras apresentações fora do Brasil, ampliando o alcance de uma pesquisa construída ao longo de quase duas décadas de dedicação ao circo.


A temporada também evidencia a potência dos processos de formação cultural desenvolvidos nas periferias da cidade. Em Cidade Tiradentes, bairro frequentemente associado apenas às dificuldades urbanas, a história de Guilherme revela outro retrato possível: o de um artista que encontrou na arte um caminho de permanência, criação e transformação.


Voltado para públicos de todas as idades, “Vidrado” convida crianças, jovens e adultos a acompanhar uma aventura contada pelo corpo em movimento, onde cada conquista depende da delicada relação entre risco, confiança e equilíbrio.


Informações: www.instagram.com/guitorres.art


Ficha Técnica - Concepção e Direção: Adriano Mauriz. Criação e performance: Guilherme Torres. Orientação Corporal: Ronaldo Aguiar. Figurino: Carlos Alberto Gardin. Trilha Sonora: Leonardo Galdino. Iluminação: João Alves. Operação de luz: Alexandre Mauriz. Operação de som: Fernanda Inayá. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Produção: Assessoria Cómica. 


Serviço: Estreia - Espetáculo “Vidrado”
Com Guilherme Torres
Sinopse: Em cena, Guilherme Torres transforma o equilíbrio em narrativa. Entre garrafas de vidro, um monociclo e uma bicicleta acrobática, o artista conduz a travessia de um viajante sonhador que inventa seus próprios desafios enquanto busca alcançar o topo de uma montanha. A cada movimento, risco e delicadeza dividem o mesmo espaço, revelando uma jornada de superação contada sem palavras, mas repleta de imagens, suspense e poesia. Manipulação de objetos, precisão e acrobacia se entrelaçam em um espetáculo que celebra a coragem de seguir adiante, mesmo quando o caminho parece impossível. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre

Quando: 21 e 28 de junho, 5, 9 e 12 de julho de 2026 (domingos e quinta-feira), sempre às 12h

Onde: Sesc Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo - SP, 01216-000 

Ingressos a partir de R$ 12,00, com entrada gratuita para crianças até 12 anos.

Link para compra de ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/vidrado-2/

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=baoz11KAFVg


Coletivo Noroest leva à cena a memória e a resistência de Perus em “Manifesto de Concreto”

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e marcou a paisagem de Perus também guarda histórias. Histórias de trabalho, resistência e organ...