terça-feira, 8 de setembro de 2026

Marcele Silvina leva arte, neurodiversidade e trajetória internacional à exposição “Mulheres que Transformam”

Radicada na Inglaterra há quase 16 anos, artista brasileira integra a IV edição da mostra, que será realizada de 3 a 13 de outubro, no Circolo Italiano São Paulo, com curadoria de Rosita Cavenaghi


A artista brasileira Marcele Silvina, cuja trajetória reúne arte, neurodiversidade e uma crescente presença no circuito internacional, estará entre as participantes da IV edição da exposição “Mulheres que Transformam”, que acontece de 3 a 13 de outubro de 2026, no Circolo Italiano São Paulo, na capital paulista.

Com curadoria de Rosita Cavenaghi e realização da Art A3 Gallery, a mostra terá vernissage no dia 3 de outubro, às 16h, reunindo artistas e diferentes linguagens em uma proposta que evidencia a força, a diversidade e o protagonismo feminino nas artes visuais.

Nascida no Rio de Janeiro e radicada na Inglaterra há quase 16 anos, Marcele é uma artista neurodivergente — autista e com TDAH — e construiu uma trajetória na qual a criação artística também se tornou espaço de expressão, inclusão e conexão.

Formada em Jornalismo e Marketing, atualmente dedica-se integralmente à arte. Sua atuação ultrapassa a produção autoral: além de apresentar trabalhos em galerias, espaços culturais e lojas especializadas, desenvolve atividades como curadora e mentora, acompanhando tanto artistas emergentes quanto profissionais com carreiras consolidadas.

Uma trajetória que atravessa fronteiras

A partir de 2024, a produção de Marcele ganhou maior projeção internacional, passando por exposições em cidades como Roma, Londres e Nova York, além da Grécia e de outros destinos.

As experiências vivenciadas nesse percurso contribuíram para a criação de seu próprio projeto expositivo, “Evoking Connections”. Atualmente em sua quinta edição, a iniciativa promove a conscientização sobre a neurodiversidade e apresenta a arte como instrumento de expressão, acolhimento e aproximação entre diferentes experiências humanas.

Sua exposição mais recente aconteceu em Brighton, na Inglaterra, reunindo um público expressivo em torno da pluralidade dos trabalhos apresentados. Marcele também recebeu convite para exibir sua produção na França durante evento especial organizado pela Fondazione Effetto Arte, da Itália.

Outro capítulo de sua trajetória foi a participação na conferência “Art as a Refuge” (“Arte como Refúgio”), promovida pela organização britânica Outside In, que trabalha para ampliar a visibilidade e as oportunidades de artistas que enfrentam barreiras de acesso ao circuito artístico, incluindo pessoas com deficiência.

Esse compromisso com uma produção cultural mais inclusiva também se manifesta na curadoria. Marcele colaborou com a Daisy Chain, organização que desenvolve ações voltadas a pessoas autistas e à neurodiversidade, fortalecendo sua atuação na aproximação entre arte, diversidade e inclusão.

Novos caminhos entre Europa e Brasil

O segundo semestre de 2026 amplia ainda mais esse percurso internacional. Em setembro, Marcele tem exposições programadas na Inglaterra, durante o Guildford Festival of the Arts, além de participações no Brasil e em Roma, na Itália, em parceria com a Galeria 23.

Em outubro, sua presença em “Mulheres que Transformam” estabelece mais uma conexão com o Brasil e insere sua produção em uma mostra dedicada à potência criativa feminina.

Entre criação, curadoria e mentoria, Marcele Silvina constrói uma carreira marcada pela sensibilidade e pela defesa de uma arte capaz de ultrapassar fronteiras geográficas e individuais. Sua trajetória evidencia como diferentes formas de perceber e experimentar o mundo podem encontrar na linguagem artística não apenas um meio de expressão, mas também um território de encontro.

Serviço

Exposição: Mulheres que Transformam – IV Edição
Período: 3 a 13 de outubro de 2026
Vernissage: 3 de outubro, às 16h
Visitação: diariamente, das 13h às 18h
Local: Circolo Italiano São Paulo
Endereço: Avenida Ipiranga, 344 – 1º andar (esquina com a Avenida São Luís) – República, São Paulo/SP
Curadoria: Rosita Cavenaghi
Realização: Art A3 Gallery
Assessoria de Imprensa: Gisele Faganello Lahoz



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Núcleo Iêê apresenta o premiado espetáculo de dança “Tudo Que a Boca Come” no Sesc Pompeia

 O espetáculo reflete sobre a rotina dos entregadores de delivery, que atravessam distâncias para levar comida para as pessoas, muitas vezes sem ter o que colocar no próprio prato. Entre ancestralidade, capoeira e dança, o espetáculo transforma essa contradição em poesia e denúncia.

Tudo Que a Boca Come - Foto Fernanda Luz


De 03 a 06 de setembro de 2026, quinta-feira à sábado, às 19h, domingo, às 17h, o Núcleo Iêê @nucleoiee_) apresenta o premiado espetáculo de dança Tudo Que a Boca Comeno Sesc Pompeia, na Zona Oeste. Os ingressos custam a partir de R$ 18,00 e podem ser adquiridos nas unidades do SESC SP ou pelo site

Inspirado nos movimentos da capoeira, “Tudo Que a Boca Come” coloca uma lupa sobre os momentos em que a boca da periferia não come, voltando o olhar para a dura jornada dos entregadores de delivery, que atravessam longas distâncias para levar alimento à mesa de outras pessoas, muitas vezes sem ter garantido o próprio prato.  

Vencedor em três categorias do Prêmio APCA 2024: Melhor Espetáculo de Dança, Interpretação (Rafael Oliveira) e Prêmio Técnico (figurino), o espetáculo coloca em cena a contradição de quem entrega comida, mas nem sempre tem o que comer e se reconhece no povo que alimenta o outro enquanto segue de barriga vazia.

A montagem tem como ponto de partida o encontro de dois mensageiros sagrados: Jesus, atravessado pela poesia marginal, e Exu, que encontra na capoeira uma forma de comunicação do corpo. Dessa encruzilhada nasce um espetáculo poético, explosivo e reflexivo que entrelaça ancestralidade e contemporaneidade.

Guiado pela frase de Mestre Pastinha: “capoeira é tudo que a boca come”, o espetáculo se alimenta de saberes ancestrais para construir uma obra de dança inspirada na capoeira.

Com trilha sonora executada ao vivo, a capoeira se afirma como dança e o Corpo lêê aciona caminhos corporais únicos em uma obra que articula corpo e palavra para manifestar suas denúncias e reflexões.

Sobre o Núcleo Iêê 

O Núcleo Iêê surgiu do encontro de ex-integrantes do Projeto Núcleo Luz, do programa Fábricas de Cultura, em São Paulo. Criado em 2015, o coletivo desenvolve espetáculos que unem dança, música ao vivo e poesia marginal para expressar experiências pessoais e pesquisas culturais

Informações: https://www.instagram.com/nucleoiee_/

Serviço: Espetáculo “Tudo Que a Boca Come”

Com Núcleo Iêê

Sinopse: O espetáculo nasce do encontro entre dois mensageiros sagrados: Jesus, atravessado pela poesia marginal, e Exu, que encontra na capoeira uma forma de comunicação do corpo. A partir dessa encruzilhada, a montagem lança um olhar para os momentos em que a boca da periferia não come e para os corpos que alimentam os outros enquanto seguem com fome, como é o caso dos entregadores de delivery e de tantos trabalhadores que sustentam a cidade sem conseguir garantir o próprio sustento. Uma obra poética que transforma saberes ancestrais em movimento para falar de fome, resistência e sobrevivência na periferia.

Duração: 45 minutos

Classificação: acima de 10 anos

Quando: 03 a 06 de setembro de 2026 - Horários: quinta-feira a sábado, às 19h, domingo às 17h

Onde: Sesc Pompeia (Galpão) - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo - SP, 05042-000 

Capacidade: 100 lugares. Acessibilidade: física. Estacionamento: Não.  

Ingressos: R$ 18,00 (credencial plena), R$ 30,00 (meia-entrada), R$ 60,00 (inteira) 

Link: https://www.sescsp.org.br/programacao/tudo-que-a-boca-come-5/

Teaser: https://youtu.be/SFGvOu0qOX8


Ficha Técnica - Direção: Rafael Oliveira. Bailarinos: Alex Araújo, Fernando Ramos, Lion Lourenço, Juliana Farias, Rafael Oliveira, Talita Bonfim. Músicos: Wesley Bahia, Duda Christina, Tiana Oliveira. Poeta: Kenyt. Produção Geral: Victor Almeida. Produção Executiva: Jundu Cultural Vendas: Camila Silva e Ellen Vitalino Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Técnica de Luz: Juliana de Jesus. Técnica de Som: Gil Douglas. Cenografia: Christopher Silva. Assistente de Cenografia: Edvaldo Oliveira

Centro Cultural São Paulo recebe temporada especial de dez anos do espetáculo “Catadora de Ilusões”

Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o espetáculo revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo.

Catadora de Ilusões - Foto de Livia Simardi 


Nos dias 29 e 30 de agosto de 2026, sábado às 20h30, domingo às 19h30, com entrada gratuita, a atriz e diretora Gabriela Winter (@gabiswinter) promove uma temporada especial celebrando dez anos do espetáculo Catadora de Ilusões, no  Centro Cultural São Paulo (CCSP), ao lado da estação Vergueiro do metrô.  


Em “Catadora de Ilusões”, Gabriela dá vida à palhaça Jurubeba, personagem que atravessa a cidade acompanhada de suas pequenas manias, silêncios, invenções, sonhos e desejos. Entre jornais, objetos recolhidos e um cotidiano inventado à própria maneira, Jurubeba cria um reino particular para continuar existindo. Um território íntimo, às vezes melancólico, às vezes absurdamente engraçado, onde a solidão ganha corpo e delicadeza.


Com direção de Naomi Silman, do LUME Teatro, o solo “Catadora de Ilusões” revela com delicadeza e sensibilidade o universo de uma “recicladora de sonhos” que inventa um reino próprio para continuar existindo, em uma história de afeto, imaginação e dignidade. 


Ao longo dos últimos anos, Gabriela Winter se consolidou como um dos nomes mais atuantes da palhaçaria contemporânea brasileira. Fundadora do Clownbaret (@clownbaretbrasil), companhia criada em 2009, ela também desenvolve trabalhos de direção, formação e pesquisa. Sua investigação mais recente une neurociência e comicidade por meio da PNP – Programação Neuro Palhacística, metodologia criada a partir de sua pós-graduação em Neurociência e Comportamento pela PUCRS.


Além dos palcos, atuou em projetos humanitários com a Organização Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowns Without Borders USA em países da África, América Latina e Europa, além de Brumadinho e Rio Grande do Sul. Entre os reconhecimentos de sua carreira estão o prêmio de Melhor Atriz no Sofie Awards (Nova York), em 2015, a direção e concepção da Gala de Circo da Cidade de São Paulo apresentado no Teatro Municipal, em 2023, e o Troféu Picadeiro de Melhor Espetáculo Circense Adulto, conquistado em 2025 com El Grand Clownbaret


Nesta temporada comemorativa, toda a equipe do projeto será formada por mulheres. Além das apresentações, a programação inclui acessibilidade em libras, workshop sobre criatividade e palhaçaria, conversa sobre processos de criação e vagas de estágio para jovens interessados em produção cultural e artes da cena.


As ações fazem parte do  projeto "10 anos de Catadora de Ilusões" contemplando na décima edição do edital do Programa Municipal de Fomento ao Circo da cidade de São Paulo.


Informações: www.instagram.com/gabiswinter/


Serviço: Espetáculo “Catadora de Ilusões”

Com Gabriela Winter

Sinopse: O espetáculo acompanha um dia na vida da palhaça na rua, mostrando o que ela faz para sobreviver e ser feliz. Acompanhada de sua solidão, Jurubeba cria uma realidade própria, com seus jogos, seu ritmo, seu próprio “reino”. Dentro desse universo, a “Catadora de Ilusões” compartilha seus medos, alegrias e desejos, buscando trazer o lado humano e comum a todos nós. Duração: 55 minutos. Classificação: acima de 10 anos. Grátis


29 e 30 de agosto de 2026 - sábado às 20h30, domingo às 19h30

Onde: Centro Cultural São Paulo CCSP – R. Vergueiro, 1000. Paraíso - Sala Jardel Filho - Capacidade: 321 lugares. Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. 


Ficha Técnica - Direção: Naomi Silman (Lume Teatro). Palhaça Jurubeba: Gabriela Winter. Técnica de luz: Melissa Guimarães. Técnica de som: Mica Matos. Designer gráfica: Sabrina Motta. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Intérprete de Libras: Andressa Britto. Filmagem e fotografia: Carolina Scauri (Vibrante Filmes). Produção Executiva: Letícia Elisa Leal e Clownbaret. Produção de Campo: Letícia Elisa Leal. Gestão Financeira: Marina Mioni - Caruá Produções


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Coletivo Noroest leva à cena a memória e a resistência de Perus em “Manifesto de Concreto”

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e marcou a paisagem de Perus também guarda histórias. Histórias de trabalho, resistência e organização coletiva que atravessaram gerações e permanecem vivas na memória de quem construiu o território. É a partir desse chão que o Coletivo Noroest (@coletivonoroest) apresenta “Manifesto de Concreto”, espetáculo que une dança, teatro e circo para investigar as relações entre corpo, território e memória.

Foto Gil Douglas


A temporada é gratuita, com apresentações em 25 e 28 de agosto (terça e sexta-feira), às 20h, no CEU Perus; 26 de agosto (quarta-feira), às 20h, no Teatro Cacilda Becker; 27 de agosto (quinta-feira) às 20h, no Teatro João Caetano; 03 de setembro (quinta-feira) às 20h, no Centro Cultural da Penha. E no dia 04 de setembro às 10h e 14h, novamente no CEU Perus.


Manifesto de Concreto” é inspirado na história da Greve dos Queixadas, que é considerada a greve mais longa da história do Brasil. O espetáculo propõe um reencontro com um passado que ainda pulsa no presente. A partir de uma investigação cênica construída sobre corpos periféricos, o trabalho resgata histórias que atravessam gerações e estabelece um diálogo direto com os desafios enfrentados pelos trabalhadores e moradores das periferias na atualidade.


Em cena, o concreto deixa de ser apenas matéria e se torna símbolo: das fábricas que moldaram o bairro, das ruas que sustentam vidas, dos muros que separam oportunidades e da força daqueles que insistem em permanecer, criar e transformar. Os corpos revelam marcas, cicatrizes e estratégias de sobrevivência, expressando a chamada "sevirologia", que é a sabedoria de seguir em frente e reinventar caminhos mesmo diante das desigualdades.


Além de revisitar um episódio histórico para o bairro e para o país, “Manifesto de Concreto” busca ativá-lo como ferramenta de futuro. O espetáculo convida o público a reconhecer a potência dos saberes populares, da cultura periférica e da organização coletiva, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a se tornarem guardiãs de suas próprias histórias.


O Coletivo Noroest apresenta uma obra poética e política, onde cada gesto reafirma que memória é resistência e que todo corpo periférico carrega, em si, a capacidade de transformar o mundo ao seu redor.


As ações fazem parte do projeto 'Manifesto de Concreto – Território de Saberes’ contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. 


Informações: www.instagram.com/coletivonoroest


Serviço: Estreia “Manifesto de Concreto”

Com Coletivo Noroest

Sinopse: O espetáculo investiga a memória do território de Perus por meio da dança, do teatro e do circo. Inspirada na histórica Greve dos Queixadas e nas lutas que ainda atravessam as periferias brasileiras, a obra acompanha corpos que resistem, reinventam caminhos e transformam adversidade em potência. Entre ruínas, concreto e movimento, o espetáculo conecta passado e presente para afirmar que a memória coletiva é um ato de resistência, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a reconhecerem sua própria história como ferramenta de transformação.

Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis


25 e 28 de agosto de 2026 (terça e sexta-feira) às 20h - CEU Perus - Rua Bernardo José de Lorena, S/N - Vila Fanton - Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares - Não possui Estacionamento - Acessibilidade: Sim. 


26 de agosto de 2026 (quarta-feira) às 20h - Teatro Cacilda Becker - Rua Tito, 295 - Lapa. Capacidade: 198 lugares. Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. 


27 de agosto de 2026 (quinta-feira) às 20h - Teatro João Caetano - Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Mariana. Capacidade: 438 lugares. Acessibilidade: Parcial. Estacionamento: Não. 


03 de setembro de 2026 (quinta-feira) às 20h - Centro Cultural da Penha - Largo do Rosário,20 - Penha - Zona Leste de São Paulo (SP). Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. Capacidade: 100 lugares. 


04 de setembro às 10h e 14h - CEU Perus - Rua Bernardo José de Lorena, S/N - Vila Fanton  - Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares - Não possui Estacionamento - Acessibilidade: Sim. 


Ficha Técnica - Direção Artística: Igor Souza. Intérpretes-Criadores: Edvan Soares, Laura Berteli, Munique Tavares, Elias Soares, Igor Souza e Bruce Cardoso. Trilha Sonora: Nine Nine e Bruce Cardoso. Técnico de Som: Nine Nine. Concepção e Operação de Luz: Elves Ferreira. Figurino: Coletivo Nada é Fácil, Julia Morinaga, Keila Moreira e Elba Lacerda. Colaboração: Daniel Cantanhede. Concepção de Cenário: Coletivo Noroest. Colaboração em Cenografia: Thiago Silva, Munique Tavares, Jovani Almeida e Thiago Roger. Fotografia: Gil Douglas. Videomaker: Victor Godoi. Designer Gráfico: Lusca. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção Executiva: Júnior Cecon – Plural Produtora. Espaços Colaboradores: Ocupação Artística Canhoba, CMQUEIXADAS, CEU Perus, Comunidade Cultural Quilombaque, Casa do Hip-Hop Perus.


sábado, 22 de agosto de 2026

R. Kovacs transforma a fotografia em um campo expandido de experimentação, cor e narrativas múltiplas



Em composições marcadas pela fragmentação e pela intensidade cromática, o artista investiga identidade, memória e as camadas da experiência urbana contemporânea.

A produção de R. Kovacs tensiona os limites convencionais da fotografia ao reorganizar imagens reconhecíveis em construções de forte impacto visual. Rostos, arquiteturas, mosaicos, esculturas, palavras e fragmentos urbanos são reconfigurados em obras que transitam entre registro fotográfico, colagem e abstração.

Aqui, a fotografia deixa de operar apenas como documento do real e passa a funcionar como matéria de construção e interpretação. Por meio de sobreposições, recortes, contrastes e da intensificação cromática, o artista articula universos em que diferentes tempos, espaços e referências coexistem em uma mesma superfície.

A fragmentação estrutura sua linguagem. Faces surgem parcialmente ocultas por textos, formas, manchas e interferências gráficas, sugerindo identidades em constante mutação. O olhar do espectador é conduzido por essas camadas, reconhecendo vestígios familiares enquanto é levado a novas possibilidades de leitura.

Essa lógica dialoga diretamente com o contexto contemporâneo, atravessado pelo excesso de informação, pela aceleração das imagens e pela multiplicidade de estímulos. Em uma das obras, a palavra “disconnect” aparece entre rostos, textos e sinais gráficos, instaurando uma reflexão sobre as relações humanas em uma sociedade hiperconectada, mas frequentemente distante.

A cidade também é um eixo central de sua pesquisa. Fachadas sobrepostas, habitações, fios, janelas e estruturas arquitetônicas se convertem em campos geométricos e cromáticos. Mais do que representar um espaço urbano específico, essas imagens revelam a cidade como organismo vivo, atravessado por histórias diversas, contrastes sociais, afetos e modos de habitar.

Em outras composições, o artista aproxima a fotografia da lógica dos vitrais e dos mosaicos. Fragmentos coloridos constroem superfícies vibrantes, onde luz, geometria e matéria assumem protagonismo. Mesmo na ausência da figura humana, sua presença permanece sugerida por vestígios, estruturas e marcas inscritas no espaço.

A figura feminina aparece de forma recorrente e simbólica. Rostos parcialmente encobertos por camadas visuais, flores, palavras, fios e estruturas metálicas evocam temas como força, delicadeza, aprisionamento, resistência e reconstrução. São imagens que evitam uma narrativa única e abrem espaço para interpretações individuais.

A potência do trabalho de R. Kovacs reside justamente na capacidade de deslocar a fotografia de sua função imediata e convertê-la em experiência sensorial. Não há respostas fechadas: há imagens densas, abertas e provocativas, que exigem tempo de observação.

Entre realidade e invenção, sua produção revela um olhar atento às cores, às texturas e às contradições do cotidiano. Cada obra se organiza como uma cartografia visual feita de memórias, encontros e fragmentos. Ao recombiná-los, o artista ultrapassa o instante fotográfico e afirma a imagem como linguagem contemporânea em expansão.

Seu trabalho evidencia que fotografar também é desconstruir, sobrepor, reinventar e atribuir novos sentidos ao já existente. Nas imagens de R. Kovacs, o mundo não se apresenta de forma linear: ele surge múltiplo, pulsante e em permanente transformação.

Assessoria e Curadoria: Rosita Cavenaghi

📩 art.a3.diretoria@gmail.com

📲 WhatsApp: +55 11 94219-1834

Assessoria de imprensa: Gisele Faganello Lahoz



Marcele Silvina leva arte, neurodiversidade e trajetória internacional à exposição “Mulheres que Transformam”

Radicada na Inglaterra há quase 16 anos, artista brasileira integra a IV edição da mostra, que será realizada de 3 a 13 de outubro, no Circo...